Sinistralidade e Subscrição

Acidentes respondem por 62% das perdas de carga no país e exigem nova gestão de riscos no transporte

Transporte rodoviário enfrenta risco operacional alto. Acidentes representam 62% das perdas de carga no Brasil, sinalizando necessidade de gestão de riscos…

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Portal do Trânsito · Leia a materia original

O transporte rodoviário é pilar crítico da logística brasileira. Segundo o Portal do Trânsito, acidentes respondem por 62% das perdas de carga no país, evidenciando um problema estrutural que vai muito além do cumprimento de regulações de trânsito. O dado aponta para uma gestão de riscos fragmentada e reativa, onde a prevenção cede lugar à recomposição de danos após a ocorrência.

Comentario do Autoinsp

Embora a materia trate de transporte de carga e não de seguro de responsabilidade civil de veículos particulares ou frotas leves, o dado é relevante para seguradoras, APVs e insurtechs que atuam no mercado de auto. A questão de fundo é a mesma: como reduzir sinistralidade por meio de análise preditiva e prevenção, em vez de apenas regular sinistros após ocorrência.

Para carteiras que ainda operam com análise pontual de sinistro via laudos tradicionais, o dado reforça uma realidade ignorada: 62% de perdas concentradas em um causa raiz (acidentes) é oportunidade de inteligência, não apenas de compliance. Significa que subscrição orientada a dados poderia reduzir exposição já na emissão. Significa que detecção de padrões de sinistralidade poderia alimentar scorecard de risco dinâmico. E significa que sindicância de sinistro poderia priorizar investigação onde o risco de fraude é estatisticamente maior.

O desafio de conformidade SUSEP e LC 213 coloca pressão nas APVs para documentar decisão técnica. Um sinistro regulado apenas por laudo tradicional fica vulnerável a questionamento sobre nexo causal e compatibilidade de danos. Seguradoras com maturidade em dados conseguem justificar decisão com histórico de comportamento, contexto de sinistro e análise de padrões. Quem ainda depende de fornecedor único de perícia segue expost