Regulação e Compliance

Bússola & Cia: 64% das empresas manterão seus times de compliance

Pesquisa mostra que compliance entra em 2026 mais estruturado, mas sob pressão de equipes enxutas. 64% das empresas manterão seus times enquanto responsabilidad

Capa: Bússola & Cia: 64% das empresas manterão seus times de compliance

Exame · 31/07/2026 · Leia a materia original

Pesquisa da Be.Aliant e Protiviti Brasil revela um dilema estrutural no mercado: enquanto 64% das empresas manterão seus times de compliance em 2026, as responsabilidades continuam se expandindo. O escopo deixa de ser apenas conformidade regulatória e passa a abraçar gestão de riscos, privacidade de dados e auditoria. O resultado é um compliance mais maduro em estrutura, mas pressionado por recursos limitados.

Comentario do Autoinsp

Embora a matéria não trate diretamente de sinistros de auto ou fraude, o sinal que ela emite é crítico para seguradoras, APVs e insurtechs que operam em ambiente de crescente complexidade regulatória. A LC 213/2025, que traz as associações de proteção veicular para a esfera de regulação da SUSEP, já começa a expandir esse escopo de compliance em direção a dados, análise de risco e detecção de fraude. Equipes enxutas tentando cobrir mais fronts aceleram o recurso a automação e inteligência de dados.

Para operações de claims, isso traduz uma oportunidade estruturada: empresas que mantêm o tamanho do time mas precisam cobrir mais responsabilidades viram em plataformas de antifraude e inteligência de sinistro não apenas ferramentas de eficiência, mas de viabilidade operacional. O compliance enxuto, sob pressão, demanda decisões mais rápidas, mais defensáveis e mais rastreáveis. Detecção automática de fraude em sinistro, análise de dados veiculares na concessão da indenização e auditoria contínua de processos de regulação deixam de ser nice-to-have e viram pré-requisito. Quem não estruturar essa inteligência em dados corre risco duplo: compliance frágil e custo de regulação explosivo. A mensagem é clara: os times não crescem, mas o trabalho sim. Logo, quem não automatiza e não qualifica o dado fica para trás.