IA e Automação

57% dos brasileiros já usam IA para escolher um carro, aponda pesquisa

Pesquisa do Google revela que inteligência artificial já é ferramenta utilizada por maioria dos brasileiros na decisão de compra de veículos.

Capa: 57% dos brasileiros já usam IA para escolher um carro, aponda pesquisa

Portal do Trânsito · 08/09/2026 · Leia a materia original

A inteligência artificial já entrou na lista de ferramentas utilizadas pelos brasileiros antes de comprar um carro. Conforme apontado em pesquisa do Google, 57% dos consumidores já recorrem a IA para auxiliar na escolha veicular, sinalizando uma mudança estrutural no comportamento do público em relação à tecnologia nas decisões de aquisição.

Comentario do Autoinsp

Embora a materia nao trate diretamente de regulação de sinistros, fraude ou perícia veicular, o dado revela uma dinâmica crítica para o mercado segurador de auto na América Latina: o consumidor que usa IA para escolher carro é o mesmo que demandará IA na regulação de sinistro. Esse fenômeno de adoção tecnológica de ponta a ponta, do pré-venda até o pós-sinistro, pressionará seguradoras, APVs e insurtechs a evoluírem rapidamente de análises pontuais com fornecedores tradicionais de laudo para plataformas integradas de dados e inteligência artificial.

Para operações técnicas, isso significa urgência concreta. Carteiras com 57% de base já familiarizada com IA na decisão de compra criarão expectativas claras na jornada de claims: redução de prazo de regulação, transparência em análise de compatibilidade de danos, detecção mais precisa de fraude em sindicância e, acima de tudo, justificativa técnica explicável e confiável nas decisões que afetam ressarcimento e regresso. Simultaneamente, a pressão regulatória da SUSEP e LC 213 nas proteções veiculares amplia o custo jurídico de decisões técnicas manuais e subjetivas. A combinação dessas forças torna a adoção de IA em análise de sinistro não mais uma opção competitiva, mas uma necessidade operacional para reduzir sinistralidade, conformidade e risco. Quem não evoluir para dados e automação na perícia, vistoria digital e detecção de fraude ficará exposto tanto ao custo quanto ao risco legal de regulação deficiente.