Gestão de Sinistros

Sinistro em dúvida: quando acionar perito externo?

Saber quando acionar o perito externo no sinistro de auto evita custo desnecessário e fecha brechas de fraude. Veja os critérios que funcionam na prática.

Capa: Sinistro em dúvida: quando acionar perito externo?

Toda operação de sinistros chega num ponto onde a dúvida é a mesma: esse caso precisa de perito externo ou o analista interno resolve? A resposta errada nos dois sentidos custa caro. Acionar perito em tudo infla o custo de regulação sem retorno proporcional. Não acionar quando precisava abre espaço para fraude passar despercebida, para disputa com o segurado e, em 2026, para questionamento regulatório da SUSEP.

A dúvida é mais comum do que parece. O que vejo com frequência é a decisão sendo tomada por hábito ou por falta de protocolo claro, não por critério técnico. Um analista experiente aciona porque "parece suspeito". Outro libera porque "o laudo veio limpo". O resultado é inconsistência: sinistros parecidos recebem tratamentos diferentes, e o custo de regulação varia sem que ninguém consiga explicar por quê.

Resposta direta: quando o perito externo é obrigatório?

O perito externo é necessário quando o sinistro envolve pelo menos uma destas condições: dano incompatível com o evento declarado, histórico de sinistros no veículo ou no segurado que levanta suspeita, valor do dano acima do limiar de materialidade da operação, ou ausência de documentação que permita ao analista interno concluir a análise com segurança. Fora desses casos, análise interna com bom enriquecimento de dados resolve.

Essa resposta cabe num parágrafo porque o critério, quando existe, é simples. O problema é que a maioria das operações não tem esse critério formalizado.

Por que a ausência de critério vira problema rápido

Sem protocolo claro, a decisão de acionar perito vira gargalo humano. O analista carrega o peso de decidir caso a caso, sem parâmetro objetivo. Isso cansa, cria inconsistência e, em operações com volume alto, gera dois padrões silenciosos: o de acionar sempre para se proteger, ou o de nunca acionar para não atrasar a fila.

Os dois padrões têm consequências diretas no resultado. Acionar em excesso eleva o custo por sinistro regulado sem que o índice de fraude detect