Antifraude

Fraude em sinistro: quanto custa o que você não vê

Fraude em sinistro corrói resultado sem aparecer no relatório. Entenda como medir o impacto real e o que fazer antes que o dado te surpreenda.

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Quando me fazem a pergunta "qual o tamanho do problema de fraude na nossa operação?", a resposta honesta quase sempre é: você não sabe. E não é crítica, é diagnóstico. A maior parte das seguradoras e proteções veiculares que converso em 2026 consegue me dizer o volume de sinistros negados por suspeita de fraude. Mas ninguém consegue me dizer quanto passou pelo crivo e saiu pago sem levantar bandeira nenhuma. Esse número, que fica invisível no relatório, é exatamente onde a fraude faz mais estrago.

O rascunho do problema é mais ou menos assim: a operação regula sinistros, paga indenizações, fecha o mês. O índice de sinistralidade sobe um pouco, o gestor atribui ao mercado ou à frequência de acidentes, e o ciclo continua. Só que uma parte desse pagamento foi fraude consumada, não sinistro legítimo. E esse valor não aparece como fraude no sistema, porque tecnicamente foi pago como sinistro normal. Daí vem a pergunta que realmente importa: como você mede o que não consegue enxergar?

Por que a fraude invisível é mais cara do que a detectada

A fraude que você detecta tem custo controlado. Você nega, registra, eventualmente aciona medidas legais. O prejuízo é contido. A fraude que passa tem custo duplo: o valor pago indevidamente mais o efeito que ela provoca no cálculo de risco subsequente, porque o dado de sinistro vira insumo para precificação futura.

Pense numa associação de proteção veicular com frota concentrada em determinada região. Se um esquema de fraude de colisão simulada opera nessa região e passa por três, quatro, cinco liquidações sem ser identificado, esses sinistros entram no histórico como eventos legítimos. Na próxima revisão de precificação, aquela região aparece como de alta sinistralidade. A cota de contribuição sobe, os associados legítimos pagam mais, e a fraude já foi embora há meses. O dano continua ativo nos dados.

Como a fraude se move para onde a análise é mais fraca

O que vejo acontecer com frequência é que os esquemas de fraude s