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Bicicleta ganha espaço na mobilidade urbana e amplia demanda por assistência

Dados da Redion indicam que 73,6% dos usuários de bicicleta a utilizam para trabalho e 25,5% reportam acidentes nos últimos dois anos, sinalizando crescimento…

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Revista Apólice · 24/09/2026 · Leia a materia original

Dados da Redion mostram que 73,6% dos usuários utilizam bicicleta para ir ao trabalho. O dado mais relevante para o mercado de mobilidade é que 25,5% dos ciclistas relatam acidentes nos últimos dois anos. Esse volume sinaliza um padrão: conforme cresce a frota de bicicletas nas cidades, aumenta também a demanda por assistência e proteção relacionada a sinistros.

Comentario do Autoinsp

Embora a materia não trate diretamente de seguros automotivos ou proteção veicular, o fenômeno merece atenção de seguradoras e APVs que operam em mobilidade urbana. A taxa de 25,5% de acidentes em dois anos entre ciclistas não é um número marginal: representa um volume de sinistros potenciais em um segmento até então descuidado pela maioria das operações tradicionais.

A relevância aqui está no mapeamento de risco e na subscrição. O crescimento da bicicleta como modal de deslocamento para trabalho cria dois efeitos diretos: primeiro, aumenta a probabilidade de colisões envolvendo veículos motorizados, o que impacta sinistralidade das carteiras de auto existentes. Segundo, abre espaço para novos produtos de proteção específicos para ciclistas, que demandam perícia veicular distinta e análise de compatibilidade de danos diferente da tradicional. Um laudo de acidente com bicicleta requer investigação de nexo causal e identificação de terceiros (veículo motorizado) com rigor equivalente ao de um sinistro auto convencional, porém com fornecedor de laudo pouco preparado para essa demanda. Aqui mora o risco operacional: baixa maturidade técnica em análise de sinistro, integrada a pressão de conformidade (regulação de novos produtos) e fraude crescente em reclamações de sinistro nessa franja ainda pouco monitorada. Inteligência de dados sobre acidentes com bicicleta, geolocalização de ocorrências e detecção de padrões fraudulentos tornam-se ativo estratégico para quem quer escalar proteção veicular em mobilidade urbana sem perder eficiência na regulação e custo de sinistro.