Mercado de Seguros
Grupo Bradesco Seguros debate papel do seguro na adaptação climática
Executiva do Bradesco participou de mesa-redonda da FGV e CNseg sobre uso da ciência na gestão de riscos e preparação dos municípios para adaptação climática.
Revista Apólice · 15/08/2026 · Leia a materia original
O Grupo Bradesco Seguros participou de mesa-redonda promovida pela FGV e CNseg focada no papel do seguro na adaptação climática. O debate abordou como a ciência pode orientar a gestão de riscos e preparar municípios para cenários de mudanças climáticas, reforçando o papel das seguradoras como agentes de resiliência territorial.
Comentario do Autoinsp
Embora a materia nao trate diretamente de fraude em sinistro de auto, custo de regulação ou inteligência artificial em claims, vale acompanhar porque eventos climáticos extremos estão redefinindo o perfil de risco nas carteiras de auto e proteção veicular na América Latina. Enchentes, granizos e tempestades deixam trilhas de sinistros concentrados, com picos de volume que expõem falhas operacionais e criam janelas de fraude. Quem não estrutura inteligência de dados e detecção de fraude antes desses eventos acaba regulando sinistros sob pressão, errando na concessão, perdendo no resultado.
Para seguradoras e APVs com baixa maturidade em análise de sinistro, o recado é claro: adaptação climática não é só risco de subscrição. É risco operacional. Municípios preparados com dados climáticos exigem seguradoras também preparadas com dados de sinistro. A SUSEP e a LC 213/2025 vão cada vez mais exigir que proteções veiculares e seguradoras demostrem conformidade através de inteligência de risco, não só através de documentação. Seguradoras que hoje operam laudo pontual e fornecedor tradicional vão precisar evoluir para plataformas que enriqueçam dados veiculares, detectem padrões de fraude em sinistro climático e automatizem a jornada de claims em tempo real. Quem começa agora a instrumentalizar essa mudança sai na frente na regulação e no resultado.