Gestão de Sinistros

Economista analisa cenário do mercado de seguros até junho

Arrecadação do setor de seguros atingiu R$ 207,1 bilhões entre janeiro e junho, conforme dados da Susep analisados por economista, revelando movimento do mercad

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Revista Apólice · 13/08/2026 · Leia a materia original

O setor de seguros brasileiro arrecadou R$ 207,1 bilhões entre janeiro e junho, segundo dados da Susep analisados por economista. O número oferece um retrato do volume de prêmios movimentado no primeiro semestre e sinaliza o comportamento do mercado em um contexto de pressões econômicas e regulatórias.

Comentario do Autoinsp

Embora a matéria não trate diretamente de fraude, detecção de sinistros ou eficiência operacional, o volume de arrecadação é o termômetro que todo gestor de sinistros deve acompanhar. Por quê? Porque R$ 207,1 bilhões em prêmios significa dezenas de milhões de sinistros processados, regulados e pagos. E em cada um deles há espaço para fraude, ineficiência e risco regulatório.

Para seguradoras de auto, APVs e insurtechs na América Latina, esse cenário de mercado aquecido amplifica dois desafios simultâneos: quanto maior o volume, maior a exposição a fraudes em sinistro (que afetam diretamente a rentabilidade do portfolio), e maior a pressão de conformidade com SUSEP e LC 213. A maioria das operações ainda funciona com fornecedor tradicional de laudo pontual, sem capacidade de detectar padrões de fraude, correlacionar dados veiculares ou automatizar a triagem de risco antes da regulação. Isso significa custo de investigação post-sinistro, demora na liquidação e vulnerabilidade a pagamentos indevidos que corroem margens.

O ponto crítico: em um mercado que cresce em volume, a maturidade técnica em análise de sinistro não acompanha. A entrada de inteligência de dados e IA na jornada de claims (detecção, triagem, decisão) deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser obrigação operacional. Acompanhe os números do setor, mas invista em quem faz os números fazerem sentido.