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Sinistralidade e Subscrição

Acrisure revela impacto da cirurgia bariátrica na saúde corporativa

Estudo da Acrisure Brasil mostra que cirurgias bariátricas representam menos de 0,5% dos custos em apólices de saúde corporativa, sinalizando impacto baixo na sinistralidade de benefícios.

Acrisure revela impacto da cirurgia bariátrica na saúde corporativa

Resumo executivo

Estudo da Acrisure Brasil mostra que cirurgias bariátricas representam menos de 0,5% dos custos em apólices de saúde corporativa, sinalizando impacto baixo na sinistralidade de benefícios.

Revista Apólice · 26/08/2026 · Leia a materia original

A Acrisure Brasil, corretora multinacional de seguros e gestão de riscos, divulgou um estudo consultivo inédito analisando o impacto das cirurgias bariátricas nos custos de saúde nas empresas. O levantamento revela que os procedimentos cirúrgicos para tratamento da obesidade possuem um impacto baixo nas apólices corporativas, respondendo por menos de 0,5% dos custos totais de sinistralidade em planos de saúde.

Comentario do Autoinsp

Embora a matéria não trate diretamente de seguro auto, vale acompanhar porque expõe um padrão crítico no mercado de seguros brasileiro: a análise de sinistro ainda opera em silos, sem troca robusta de inteligência entre linhas de negócio. O estudo da Acrisure sobre saúde corporativa é um exemplo de granularidade na estratificação de risco e sinistralidade que o seguro auto ainda carece.

No auto, a realidade é inversa. As seguradoras e APVs continuam operando com fornecedores tradicionais de laudo que entregam análise pontual, sem contexto sistêmico. Não há integração entre dados de subscrição, perfil de condutor, histórico de sinistros e padrões de fraude. Quando chega um sinistro, a decisão técnica de regulação é feita isoladamente, sem suporte em inteligência de dados que reduziria custo, aceleraria prazo e diminuiria risco jurídico. A pressão de conformidade da SUSEP e da LC 213 nas proteções veiculares exige governança nesse nível, mas a maturidade técnica ainda é baixa.

O diferencial da metodologia vista em saúde corporativa, aplicado ao auto, seria: medir o real impacto de cada tipo de sinistro e fraude na sinistralidade da carteira, usar essa segmentação para refinar subscrição e decisão técnica de regulação, e construir camadas de detecção que reduzem fraude, não apenas identificam casos isolados. Contas abertas a essa evolução existem. O caminho passa por dados e inteligência artificial no processo de sinistro, não por mais relatórios manuais.

Fontes e referências

Tiago de Bortoli

Tiago de Bortoli

Founder & CEO na Autoinsp • Autoinsp

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