Gestão de Sinistros

Dado de sinistro: quem deve alimentar o quê?

Entenda como distribuir responsabilidades de dados no sinistro de auto para detectar fraude mais rápido e reduzir custo de regulação em 2026.

Capa: Dado de sinistro: quem deve alimentar o quê?

Toda semana alguém me faz alguma variação dessa pergunta: "Tiago, a gente tem os dados, mas ninguém sabe exatamente o que fazer com eles." Quando aprofundo a conversa, o problema raramente é falta de informação. O que falta é clareza sobre quem, dentro da operação, é responsável por alimentar, validar e agir sobre cada tipo de dado no fluxo de sinistro.

E essa confusão tem um custo direto. Quando ninguém é dono do dado, o dado chega tarde, incompleto ou simplesmente não entra no processo de decisão.

Resposta direta: A principal causa de dado inutilizado no sinistro de auto não é tecnologia, é governança. Cada etapa do fluxo (aviso, regulação, auditoria, pagamento) precisa de um responsável claro por capturar, conferir e repassar os dados necessários. Sem esse mapa, mesmo uma plataforma sofisticada entrega resultado abaixo do potencial.

Por que o dado de sinistro se perde antes de chegar à análise?

A jornada de um sinistro passa por pelo menos quatro mãos antes de chegar a quem decide: o corretor ou o associado que abre o aviso, o regulador que visita o veículo, o analista que processa internamente e o gestor que aprova o pagamento. Em cada passagem, algum dado some.

O que vejo com frequência é um regulador que fotografa o veículo mas não preenche o campo de numeração de chassi porque "o sistema vai buscar depois". O analista não consegue fazer o cruzamento de dados veiculares porque o identificador está incompleto. O resultado: mais uma rodada de contato com o segurado, mais dois ou três dias na fila, e uma análise antifraude que começa com o pé direito no buraco.

Isso não é descuido individual. É ausência de protocolo. Ninguém formalizou que o regulador é responsável por garantir que determinados campos estejam preenchidos antes de encerrar a visita. E aí cada um faz do seu jeito.

Quais dados dependem de quem, e em que momento?

Vale organizar o problema por etapa:

  • Aviso: responsabilidade do atendimento ou do canal digital. Dados críticos a